Orientação e mobilidade

Refletindo sobre o assunto…

As pessoas normalmente atribuem à pessoa com deficiência visual uma dependência constante da sua ajuda e vigilância. Este pensamento acontece muitas vezes e não apenas com crianças. Tampouco é provindo apenas daqueles que enxergam, porque diversas pessoas com cegueira ou visão abaixo do normal consideram-se, na grande maioria dos casos, inaptos ou incapazes para esta atividade.

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Os motivos para esta concepção parecem estar diretamente vinculados ao desconhecimento, à dúvida e ao medo, culturalmente construídos no que diz respeito às potencialidades e habilidades de alguém com perda ou diminuição da sua visão. O comportamento protetor ou descrédito procedente dos pais, familiares e comunidade pode gerar uma extensa e profunda problemática para a construção e desenvolvimento do indivíduo com deficiência visual, especialmente em sua fase infantil.

A rede de obstáculos prolifera-se de forma cumulativa e cíclica, produzindo lentamente danos no corpo e na personalidade do indivíduo e prejuízos nas relações interpessoais, que nem sempre são reversíveis. Esta realidade, no entanto, pode ser minimizada ou evitada se uma ação interventiva eficiente e adequada acontecer dentro de um tempo suficiente por parte da família, profissionais, comunidade e a própria pessoa com o comprometimento visual.

Assim, a criança cega ou com visão reduzida poderá lidar muito mais com as dificuldades próprias e peculiares da infância do que com uma sobrecarga de problemas e tabus adicionada pelos receios, incertezas e preconceitos do adulto. O mesmo certamente acontece com o adolescente e com o adulto, pois as dificuldades características destas fases serão enfrentadas e resolvidas sem o estresse da preponderância da sua condição de deficiente visual.

As estratégias e recursos mais utilizados na Orientação e Mobilidade são o guia-humano, a auto-proteção, a bengala e o cão-guia.

Post Author: Janaina Efisio